sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Um Dia de Domingo.





E os bosques, os montes e toda a natureza

Pareciam falar em um murmúrio de incerteza.


"O futuro é daqueles que acreditam na beleza de seus sonhos."



De manhã acordar ao lado de quem ama, abrir as janelas e deslumbrar o mar.

Um banho frio para relaxar.

Uma mini ramp atrás de casa em volta da harmonia da natureza, sessions de skate nas manhãs com os guris.


Nos fins de tarde surfar sobre as cores quentes do pôr do sol e o azul do mar.

A leve brisa no rosto era como ilusões, poderia fechar os olhos e enxergar o infinito.

Ver além do que podemos, viver além do que queremos.


A noite ao lado da guria amada, e dos amigos uma fogueira na areia perto da maresia do mar. O som do violão findado com os rugidos das ondas do mar. A lua em crescente, tímida e pouco luminosa. O frio diluía-se na aura de calor emanada pela fogueira


Momentos sublimes, sensações incríveis e intensas.

Este é meu sonho, quem sabe um dia meu futuro. E o teu sonho qual é?



Nota do Editor:
Texto e Edição de Guilherme Silva Garcia.

domingo, 27 de abril de 2008

Diário de um Skateboarder. III

(Não desista.)

Os Homens podem falar, mais os Anjos podem Voar.

Conserve os olhos fixos em um ideal sublime e lute sempre pelo que desejares. Pois só os fracos desistem e só quem luta é digno de viver.


Uma mente em silêncio, Branco total, O corpo em movimento.
Movimento em cima do Skate.
Para esquecer dos problemas do cotidiano,até mesmo da vida, só andando de Skate.

As horas passam rapidamente, com meu skate eu alivio minha mente.
Passando reto sobre o chão eu estou.

Pulsação acelerada, adrenalina flui a mil, meus instintos são aguçados.
Conforme vou andando a música vai tocando o silêncio, o cantar dos pássaros e o barulhos das rodas e do shape compunham uma música deliciosa aos ouvidos.

Descendo a parede e voando através da outra. Entre a manobra perfeita e o pior dos tombos. A diferença está em um piscar de olhos... Nunca estive tão perto do perigo,
porém nunca me senti tão seguro.

Depois que você toma alguns tombos, você descobre que não é feito de vidro, e a partir daí você não se sente vivo enquanto você não força seus limites ao máximo.

Sempre se esforçando buscando o melhor pois as coisas não acontecem do dia pra noite. As manobras que te levarão adiante não sairão sem esforço, dedicação e empenho. Aí está o mérito, a glória de ser skatista. Não é fácil. Mais a superação e a realização pessoal são as melhores coisas, você pode ganhar cortes ao invés de dinheiro mais não terá sensação melhor na sua vida do que a de voar sobre um half. E nunca desista !

No Skate encontrei a minha sanidade para viver melhor.


FIM.



Nota do Editor:
Texto de
Guilherme Silva Garcia
Edição
Guilherme Silva Garcia

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Entrevista - Skateboarder Solitário.

­     (Clique na imagem para redimensionar.)



"Nesta entrevista decidi mostrar aos outros não as manobras e os tombos, mais sim o verdadeiro elo entre o Skatista e o skate, não o esporte, mais sim o estilo de vida. A alma do skateboarder." - Marcos.



A dois meses atrás Marcos, Publicitário, 23 Anos, me procurou dizendo que gostaria de me entrevistar para um trabalho da faculdade. Logo disse, tanta gente mais interessante para entrevistar e tu vem falar comigo. Disse que seria legal entrevistar alguém que tem não só como esporte o skate mais também como estilo de vida.

Acabei aceitando, recentemente publicada em seu blog, ai vai:

Marcos: Quem é o Spasmos do Skate ?


Guilherme: Ah o Spasmos é o cara que gosta de estar sempre em harmonia, andando de skate e sentindo todas essas boas vibrações, é um skatista solitário.

Marcos: E quem é o Guilherme ?

Guilherme: É o cara que desistiu de agradar aos outros e decidiu ser ele mesmo, basicamente ele não é nada sem o Skate.

Marcos: Por que você começou a andar de Skate Spasmos ?

Guilherme: Então minha história com o Skate começou por influência dos amigos que começaram a andar de skate, e eu fui junto. Mais depois de um tempo a maioria parou, foi cada um para seu canto e eu continuei não desisti, estava sempre por ae fazendo minhas bandas

Marcos: Aonde você costuma andar ?

Guilherme: Não tenho nenhum lugar fixo, gosto sempre de buscar novos picos.

Mais ultimamente tenho andado de vertical sendo assim vou mais na Pista do Satélite, é um mini-hemp. Mais to sempre fazendo umas trips para outras cidades.

Marcos: Como é andar na Pista do Satélite ?

Guilherme: Ela é tranqüila, não teim muito crowd, molecada zoando, ando aqui ao som do meu skate. Resumindo ela não impõem pressão, uma pista rápida que da pra mandar bons vôos sem medo de acertar alguém quando descer.

Marcos: O que o Halfpipe significa para você ?

Guilherme: O Halfpipe para nós skatistas é como o deserto para Moisés e sua gente. Um lugar aonde vamos nos encontrar com Deus.

E sabe quando estou andando lá parece que toda paz, liberdade e harmonia se propagam com os movimentos do skate. É incrível.

Marcos : Qual sua relação com o Skate ?

Guilherme: Ah é uma história, quando eu comecei a andar a galera já estava meio que parada, era uma session aqui outra ali. Mais a maioria desanimada e quando percebi já estava andando sozinho. No inicio foi muito difícil sem alguém pra dar dicas, ajudar.

Fui trilhando meu caminho sozinho, e até hoje é assim. Quase sempre sozinho, apareceram grandes amigos que as vezes podem estar comigo, andando, fotografando, se divertindo.

Mais quase sempre solitário em minhas trips.

O Skate Foi um hábito que eu criei que está em mim agora, tudo que eu faço teim um pingo de skate, me influência diariamente. Sinto falta quando fico sem andar, faz parte da vida mesmo. É uma extensão das pernas.

Marcos: O que pensa do Skate como um esporte ?

Guilherme: Acho que qualquer esporte é maneiro, mais quando se teim a oportunidade de fazer um esporte de ação, adrenalina. Eu acho que você é uma pessoa privilegiada, a emoção que você tem, e o retorno por isso, você pode não ganhar dinheiro você pode se quebrar mais a realização pessoal, á diversão e a superação. A adrenalina de descer aquele paredão e sair na outra parte voando, fazendo loucuras. Poxa é maravilhoso.

Marcos: Já pensou em se profissionalizar ?

Guilherme: Com certeza, mais esse nunca foi meu ideal, e nem é. Ando de skate para me divertir, se um dia eu conseguir vai ser legal, mais meu interesse nunca foi competição e sim andar para a diversão mesmo, um estilo de vida.

Vou leva-lo comigo até as pernas agüentarem, passar pra filhos, netos. Quem eu conseguir por que Skate é irado.

Marcos: Você é influenciado pelo Skate ?


Guilherme: Constantemente, o tipo de música que eu escuto, as minhas atitudes e opiniões são todas decorrentes do skate, o meu modo de viver é influência do skate.

Marcos: Uma palavra ?

Guilherme: Harmonia

Marcos: Uma frase ?

Guilherme: Torna-te aquilo que és. (Friedrich Nietzsche)

Marcos: Um sonho ?

Guilherme: Igualdade e Liberdade á todos.

Marcos: Uma manobra ?

Guilherme: Melon

Marcos: Um conselho para quem lê está entrevista agora;

Guilherme: Nunca desista, mesmo estando sozinho, mesmo parecendo que tudo vai dar errado, vá até o fim e lute pelo que desejar.

Marcos: Muito obrigado Spasmos pela entrevista e boa sorte a você em tudo que fizer.

Guilherme: Que isso, eu que agradeço pela oportunidade.



Nota do Editor:
Entrevista de Marcos Oliveira.
Edição
Guilherme Silva Garcia


quinta-feira, 10 de abril de 2008

Marcas da Vida.





O Improvável sempre será mais excitante.

"As alegrias, risadas, podem até serem passageiras, mas as marcas que elas deixam, podem durar a vida inteira." (Sarah Chen)


A vida constantemente deixa marcas umas que ficaram para vida toda, e serão eternas em nossas vidas, outras que o tempo cuidara para que sejam esquecidas, marcas que deixamos nos outros, marcas que deixaram em nos.

Assim é a vida assim é o Skate

As marcas de um skate dizem muito sobre quem o usa. Não as escolhidas por preço, qualidade, identificação, mas sim aquelas causadas pelo uso, pelo abuso, pelo atrito nas diversas superfícies.

Triste é o shape novo, sem cicatrizes. Eixos com a trave redonda, pintada. Rodas com silk screen intactos. Podem ser lindos separados. Unidos, precisam da rua, da borda, do contato. Sempre que, por alguma razão (e cada vez por mais razões) monto um shape novo e não consigo usá-lo imediatamente, fico olhando aquela madeira brilhante e uma voz me perturba: "Você anda de skate é? Mas porque então ele está assim novinho?" Fico com a impressão de que alguém vai concluir que sou uma farsa como skatista. Usá-lo e trazer de volta com os primeiros riscos, lascas, é um alívio. Aquela lixa sem a pegada do tênis me incomoda.

Pelo tamanho do shape, diâmetro das rodas e largura dos eixos, já podemos imaginar onde ele é usado. Amortecedores esgoelados, ou soltos a ponto de serem girados com a mão. Interpretar os sinais pode até ajudar na evolução. O desenho das rodas apaga sempre do mesmo lado? Muito frontside (ou backside), amigo! Seu skate está repetitivo! Hora de virar o lado, variar, gastar por igual. Tem eixo da frente com uma fenda no meio da trave, de tanto crooked que passa por ali. Madeira, concreto, metal...cada um deixa a sua impressão digital, cada um faz o estrago que consegue. Até como álibi as marcas podem servir. Um talho profundo prova que o tail não escorregou por falta de velocidade, e sim por causa de um parafuso saltado na cantoneira.

Seu skate conta sua história.




Nota do Editor:
Texto de
Guilherme Silva Garcia
Edição
Guilherme Silva Garcia

segunda-feira, 31 de março de 2008

Madrugada dos SK8boarders.




"Eu espero neste lugar onde o sol nunca brilha, eu espero neste lugar onde as sombras correm delas mesmas"


Respiração profunda, estava lá era uma noite fria. Esta noite saímos para andar de Skate sobre a luz do luar, andaríamos até a aurora chegar. No céu não havia nenhum raio solar que atrapalha-se nossa trip. Nenhum trânsito alucinado nos incomodaria. Era apenas nós e o Skate. O vento uivava, a forte brisa não nos intimidava. Tínhamos coragem, e a buscávamos em nossos medos.

O Silêncio nos mostrava que os momentos poderiam ser vividos intansamente, sem palavra alguma.

Perguntávamos-nos se éramos loucos ?

Nós, que na nossa tribo, em nossa meditação vara as madrugadas e permite céus que mudem de cor. Nós, sem fazer mal algum a ninguém. Apenas fazendo aquilo que mais gostávamos andar de skate e sentir todas estas boas vibrações, a sensação de adrenalina, o vento no rosto.

Agora vamos andar por que a madrugada passará, e um novo dia chegará.



Nota do Editor:
Texto de
Guilherme Silva Garcia
Edição
Guilherme Silva Garcia

terça-feira, 18 de março de 2008

A Bailarina que andava de Skate




"Naturalmente poético,facilmente mal interpretado."


Incompreendido com aquela cena inusitada meus olhos viam para alem da realidade.

Estava lá onde o sol acaba uma garota andando de skate.

Mais não era simplesmente uma garota. A diferença desta garota poderia ser notada por todos que passavam por lá. Com seus belos olhos, ela demonstrava um jeito delicado de andar, com suavidade jamais vista. Uma combinação de movimentos incríveis e suaves. Qualquer palavra era inútil para tentar descrever tal cena.

Havia algo nela de especial só não sabia o que era, parecia dançar em cima do skate, era como uma miragem hipnotizando aqueles que a olhavam. Fiquei de longe a observando por um tempo sem saber se a convidava para uma dança ou uma volta de skate...

Uma bailarina skatista, parecia mais um Anjo, incrível.



Nota do Editor:
Texto de
Guilherme Silva Garcia
Edição
Guilherme Silva Garcia

terça-feira, 11 de março de 2008

Diário de um Skateboarder. II


Se as ruas falassem... esta é a história que contariam.


12:23 .Ao contrário da manhã, fria e silenciosa, o sol forte e quente assolava o dia no fim de minha ultima aula. Os minutos passavam lentamente

a classe cheia e abafada só trazia um clima mais tenso. Fazia um mês desde que as aulas retornaram, segui desde este tempo para cá sempre com meu amigo para todas as horas, o skateboard. Reparei em muitas coisas que acontecem diariamente no cotidiano das pessoas, situações que passam por nós despercebidos, o mundo está cada vez mais rápido.

Sempre que estou retornando para minha casa, percebo tamanha a pressa das pessoas. O stress sempre aumenta com a pressa, gritos e ofensas, um mendigo deitado na calçada , uma mãe “arrastando” seu filho para escola, crianças brigando entre si, um carro atravessa o sinal vermelho. É o tipo de coisa que são notoriamente vistos por todos no dia-a-dia. Apenas uma pergunta me vem à mente, onde está o respeito entre as pessoas?

O sino soa, avisando que é hora de ir para as ruas, aonde tudo acontece.

Com meu skate eu sigo meu caminho livre.

...Continua

Nota do Editor:
Texto de
Guilherme Silva Garcia
Edição
Guilherme Silva Garcia


sábado, 1 de março de 2008

Universidade: Cultura Medíocre




"Se quer transar, vá para a faculdade. Se quer aprender, vá à uma biblioteca." (Frank Zappa)


Realizações banais que muitas vezes oferecem perigo quanto aos atos violentos praticados pelos "veteranos".
Isto mesmo estamos falando do popular "trote", que é aplicado nos "calouros".
O “trote estudantil” consiste no ritual aplicado nos "calouros" recém chegados na faculdade.

Vejamos alguns exemplos de "trotes" :
  • “Agressão”*: é a reação a algum calouro que se recuse a se submeter à vontade dos veteranos, que podem "marcá-lo" e tornar sua vida naquela instituição um inferno;
  • “Provocação de embriaguez”*: são feitos concursos ou simplesmente força-se o calouro a ingerir bebidas alcoólicas (cerveja, cachaça, vinho, etc.) o quanto puder, ou até o vômito;
  • Mastiguinha”*: força-se o calouro a ingerir comida previamente mastigada por um veterano;
  • “Reforço”*: o calouro é forçado a ingerir uma mistura indigesta de ovo, farinha crua, maionese, mostarda, vinagre e até papéis;
  • “Chispada”*: o calouro deve correr nu em público, o que pode levá-lo detido à delegacia para prestar esclarecimentos;
  • “Vômito congelado”*: os veteranos armazenam vômitos congelados e depois forçam os calouros a ingeri-los;
  • “Rolo compressor”*: o calouro deve rolar nu sobre vários outros calouros, igualmente nus.

Porque o “trote” não se torna ilegal ?

Tal ritual envolve uma relação de poder implícita. Ou seja, o “bixo” submete-se a todas essas ações primitivas para um dia tornar-se o “veterano” e poder, portanto, massacrar, desrespeitar e descontar o que sofreu. A problemática consiste, contudo, na contribuição, mesmo que acidental, no aumento da violência, pois a revidação torna-se gradativamente mais violenta, causando lesões graves ou até mesmo mortes, como o famoso caso de Edison Tsung Chi Hsueh, calouro da Faculdade de Medicina da USP, morto afogado por não saber nadar em um trote estudantil em 1999.
Devido às inúmeras consequências, muitas soluções foram expostas para o fim ou a melhora dessa atividade ritualística. Um exemplo é o “trote solidário”, o qual contempla a realização de atividades sociais como a doação de sangue, de comida etc. Essa opção é excelente, além de ser, sobretudo, conscientizadora. Mais interessante ainda seria a realização de festas de integração dos alunos à faculdade em conjunto com uma exposição de trabalhos internos. O aluno, portanto, estaria mais interessado em ir à faculdade, ao invés de querer faltar as primeiras semanas para não sofrer o trote.

Um Ciclo vicioso hoje você é um "calouro" , amanhã será um "veterano", hoje você gosta dos "trotes" aplicados a você ?!

Nota do Editor:
*Calouro, bixo: Novato na Instituição, recém chegado.
*Veterano: Estudantes mais antigos da Instituição
*Trote: Ritual banal feito nos recém chegados da Instituição

Texto de
Guilherme Silva Garcia
Informações adcionais "O Intergalático"

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Imortalidade Biológica




"Os Homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para recuperá-la.

Por pensarem ansiosamente no futuro,

perdem o presente,


de tal forma que acabam por nem viverem o presente nem o futuro."

Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido


O Antigo sonho da imortalidade, a muitos anos atrás alquimistas buscavam a imortalidade. Nicolas Flamel, eu diria o mais famoso na tentativa da obtenção da "Pedra Filosofal".
Tal pedra traria a realidade o grande sonho da imortalidade, e que reza a lenda poderia transformar qualquer metal em ouro. (Quer mais o que ?)
Nicolas Flamel encontrou um papiro em uma antiga linguagem e dizem que conseguiu traduzi-lo, e que lá havia o segredo da "Pedra Filosofal". Enfim, dizem que ele sabia do segredo e acreditam que ele está vivo até os dias de hoje, já que seu túmulo depois de algum tempo foi encontrado vazio.

Porém após muitos anos e anos e o destino da vida sempre foi a morte desde o inicio. Tendo o objetivo a imunidade contra mortes de causas não naturais. Mais ciêntistas querem mudar o destino da vida. As seguintes formas estão sendo testadas e estudadas:

  • Processo Criogênico : Submetem seu corpo a temperaturas extremamente baixas -238 farenheit (aqui -150 graus Celsius)
  • Coração Magnânimo
  • Órgãos Artificiais


Minha Opinião sobre:

Não costumo expressar minha opinião sobre o assunto para o leitor não se sentir influênciado pelos meus comentários, mais essa será uma Exceção;

Acredito que se até hoje não foi descoberto um meio de imortalidade isso deve ser esquecido. Todos temos que morrer, e não podem mudar isso. Acho até anti-ético os cientistas tentarem "burlar" nosso ciclo vital. A humanidade vai acabar destruindo ela mesma. Tirem suas próprias conclusões e opiniões.

De imortal só o Grêmio :)



Nota do Editor:
Texto de
Guilherme Silva Garcia
Informações adcionais "Google é o meu pastor, e a curiosidade não existirá."

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Diário de um Skateboarder.














"Skate é meu Esporte, meu meio de Transporte, parte da minha História e Cicatrizes dos meus Cortes."


Seis horas da manhã, um dia um tanto diferente o primeiro dia de aula.

O Vento frio sopra forte lá fora, trazendo consigo uma vontade ainda maior de continuar na cama, porém logo me vêm a mente as experiências vividas no ano passado, e logo o fardo da promessa de um ano com mais dedicação pesa sobre minha consciência.

Então sonolentamente me levanto, me arrumo e pego meu meio de transporte, o skate.

Conforme vou remando com meu skate, pequenos flash’s vão passando sobre a minha cabeça quanto ao ano passado. Com a expectativa de um ano melhor ? Não. Com a expectativa de um ano diferente. Quais serão os problemas que me aguardaram nesta nova fase da minha vida.
Isto só o tempo teim a me dizer...


...Continua


Nota do Editor:
Texto de
Guilherme Silva Garcia
Edição
Guilherme Silva Garcia


sábado, 9 de fevereiro de 2008

Em Busca da Onda Perdida.


Poderás esquecer aquele com quem riste,
Mas nunca aquele com quem choraste.
Deve haver algo de estranhamente sagrado no sal,
Uma vez que ele está nas nossas lágrimas e no mar















O sol vislumbrava-se lá onde o mar acaba, o mundo finda na sua imensidão e o céu se funde com o todo terreno, em tons de laranja e rosa com laivos de azul. Os tons dum final de tarde de Inverno, um idílico cenário digno de um qualquer quadro impressionista de Gauguin ou Monet, onde as cores se heterogenisam num colorido alegre e quente. Naquela que era uma tarde dilacerada pelo vento gelado. Para oriente algumas estrelas já observavam o mundo do alto da sua infinitude. O céu a Este estava de um azul forte total. A Chuva do Mar o vento Terral.
Eu e meu primo, estávamos sentados no cimo da carrinha, no local onde costumavam viajar as pranchas, virados na direcção do mar observando aquele quadro dinâmico, de movimentos lentos e pautados pelo ritmo do tempo real, essa invenção do homem. Voltáramos a S. Torpes, almoçámos no Trinca Espinhas, o restaurante que ficava em frente à praia, e ao fim da tarde aproveitáramos a maré vazia para surfar mais algumas ondas.

Praia Brava, paraíso solitário. Quem surfa sabe.



Nota do Editor:
Texto de
Guilherme Silva Garcia
Edição
Guilherme Silva Garcia

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Outsider: quem não se enquadra.

A figura do outsider. Do cara que não se enquadra. Do sujeito que não faz questão de pertencer a nenhuma turma. O cara que no colégio sentava na última carteira, não falava com ninguém e ia embora sozinho. Havia algo de muito maneiro em figuras desse naipe.

Numa sociedade onde qualquer babaca quer virar celebridade, a figura do "ninguém" sempre me pareceu o melhor modelo de vida. E aqui não vai nenhuma pretensão estilosa do tipo "é legal ser diferente". Porra nenhuma. O que eu penso é que simplesmente "ninguém precisa ser igual".

Cada pessoa devia andar por aí fazendo suas próprias leis e fazendo uso de seu livre arbítrio. Mas não é o que tem acontecido.

Assisto sem nenhum entusiasmo e com bastante perplexidade aqueles filmes americanos de turmas de universidade com aquelas indefectíveis fraternidades onde o cara passa por uma coleção inimaginável de humilhações apenas com o inacreditável intuito de ser aceito em uma fraternidade de babacas. Não é muito diferente das merdas dos trotes universitários brasileiros. Babaca não respeita geografia.

Fico imaginando o que leva uma pessoa a essa necessidade doentia de ser aceito. E com o tempo me parece que em busca de aceitação as pessoas têm se padronizado de maneira assustadora e alarmante.

Hoje em dia a rapaziada usa piercing, tatuagem (não que eu tenha exatamente nada contra o uso de piercings ou tatuagens, mas é que parece que grande parte da molecada começa a usar apenas numas de copiar outra pessoa e aí é esquisito), o mesmo corte de cabelo, gosta das mesmas músicas e das mesmas roupas e emprega as mesmas expressões ("Galera", "é dez", "é show", "baladinha" e outras que eu não consigo sequer repetir aqui sem ter o meu estômago revirado) e aí ele se sente parte de alguma coisa, é compreendido e aceito e não vira motivo de zombaria entre os demais, justamente por não ser diferente.

Então o que acontece é muito simples. Se o sujeito tá num grupo onde o lance é odiar alguém, seja quem for, pode ser negro, viado, gordo, mulher ou o Mico-Leão Dourado, então o cara vai passar a odiar, ele nem sabe o motivo, é que a turma odeia e ponto. E se a turma pinta o cabelo de azul, então o panaca pinta também. E se a turma acha que é legal praticar artes marciais pra sair dando porrada em desavisados noturnos, então o cara automaticamente se inscreve numa academia e sai de lá o mó Steven Seagal.

E acha legal sair de carro com uma piranha oxigenada (esses caras sempre andam com piranhas descerebradas que são apreciadoras de bravatas intimidatórias) e provocar o primeiro sujeito pacífico que eles cruzarem pela frente. E vai ser providencial se eles pegarem pela frente um carinha com um livro do Kafka no ponto de ônibus. Esses caras nutrem um profundo ódio por qualquer sujeito que consiga articular mais que duas frases inteligíveis. E as suas piranhas são as primeiras a aplaudir o massacre.

Não tô aqui querendo de maneira nenhuma desmerecer o trabalho de alguns professores de artes marciais que sei o quanto são sérios e dignos. Mas é que sem a devida orientação eles estão criando um exército de babacas extremamente perigosos.

E é claro que a mídia e a publicidade incentivam irresponsávelmente esse estilo de vida. Elas querem todo mundo comprando e consumindo as mesmas coisas, coisas essas que eles fabricam em larga escala para atender a demanda desenfreada.

Numa novelinha como Malhação, só pra citar um exemplo bastante óbvio, a impressão que fica é que o roteirista escreveu um monólogo e depois distribuiu as falas entre vários personagens. Não há diferenciação de personalidade. Todos falam as mesmas coisas, do mesmo jeito e usando as mesmas expressões. Em resumo: fique igual e permaneça legal.

Há um processo de idiotização total e irrestrita avançando a passos largos. E essa busca pela padronização e no conseqüente status mediano (estou sendo generoso com esse "mediano") que as pessoas têm alcançado ganhou por esses dias duas novas forças de responsa.

A MTV “onde é que estão os clipes, porra?” estreou dois programas que são verdadeiras aberrações. O primeiro deles é o tal Missão MTV onde a Modelo Fernanda Tavares totalmente destituída de qualquer coisa que possa ser chamada de carisma, apesar de bonitinha (é o mínimo que se pode esperar de uma modelo) é chamada para padronizar qualquer sujeito que não esteja seguindo as regrinhas do que eles chamam de "bom gosto". Então se uma garota não fizer o gênero patricinha afetada, então ela automaticamente está out e a missão da Fernanda é introduzir a "rebelde" ao mundo dos iguais.

E dá-lhe o que eles chamam de "banho de loja". Se o cara usa roupas largas e o cabelo sem uma preocupação fashion e ainda se diz roqueiro, então eles transformam o coitado num metrosexual glitter afetado e por aí vai. Parece que a mulher vai dar um jeito no quarto de um sujeito. Ela diz que tá tudo errado no quarto do cara. Como assim? É o quarto dele, porra. Enfim, é proibido ter estilo. Quem não se enquadra, sai de cena. Em resumo, um programa vergonhoso.

Mas o pior ainda é o outro: O inacreditável e assustador Famous Face. Sacaram qual é a desse? Uma maluca encasqueta que quer ficar parecida com a Jeniffer Lopez ou com a Britney Spears e tal estultice é incentivada. Em resumo, a transformação é filmada e testemunhamos a verdadeira frankesteinização sofrida pela pobre iludida. Ela se submete à operação plástica, lipoaspiração e o caralho. Chega a ser nojento. Eu não entendo qual é a de um programa como esse. Será que a indústria da cirurgia plástica tá precisando de uma forcinha? Eu duvido. Nunca vi se falar tanto em botox, silicone, lipo e outras merdas. Todo mundo tentando evitar o inevitável. Todo mundo querendo retardar o tempo incontrastável. Vivemos cada vez mais em uma gigantesca e apavorante Ilha do Dr. Mureau. Foda-se Dorian Gray. Eu sou bem mais as rugas de Hemingway.


Para ouvir:
Ramones - Outsider

Você quer ser um Outsider ?


Nota do Editor:

Texto de
Mário Bortolotto
Adaptação Guilherme Silva Garcia